

George Bailey é um jovem que sonha em crescer na vida e ajudar o mundo a ser melhor. Desde pequeno, sempre foi de fazer boas ações, como quando impediu que o farmacêutico – e também seu chefe – trocasse o remédio de uma criança por veneno acidentalmente. O menino cresceu e com ele sua vontade de vencer na vida também ficou maior. George nunca teve intenção de manter a firma de seu pai, um banco "diferente" dos padrões: era feito para ajudar as pessoas que necessitavam de dinheiro para melhorar sua vida, mas sem cobrar os tradicionais juros no pagamento, isso quando ele era feito. George sempre quis mais que isso, e a história do filme nos apresenta diversas cenas que demonstram esse lado benéfico de George, mesmo que por tantas vezes ele quis negar. Em certo momento de sua vida, George tenta se matar, e é nesse ponto que o filme aproveita para discutir seus temas: o que é melhor, ter muitos amigos ou se aproveitar das pessoas por causa do capitalismo e faturar em cima de seus sonhos? Será que nossas ações passam despercebidas por Ele lá em cima? Será que quando encontramos um amor de verdade devemos embarcar nele ou deixá-lo para trás com medo do futuro? São temas discutidos de uma maneira diferente. Ao invés de termos um aprofundamento claro durante as cenas, elas simplesmente vão acontecendo e você vai absorvendo suas intenções mesmo que inconscientemente. Ao final, você já está emocionado com tudo o que passou na vida de George, e a mágica do filme está na ligação que você faz entre a vida desse personagem fictício com a sua vida real. Com toda essa inocência terna e sincera, A Felicidade Não Se Compra é até hoje um dos mais belos filmes do mundo, pois trata de temas importantes com simplicidade e de maneira tocante sem nunca parecer piegas ou infantil. Seus personagens perfeitos não caem na chatice ou na antipatia, e sim funcionam como o perfeito exemplo de como uma boa pessoa pode ser. Em um mundo capitalista de como era o de 1946, pós-crise de 1929 e o início da reconstrução após a Segunda Guerra Mundial, devíamos refletir em pleno século XXI sobre o que Capra queria nos dizer naquele tempo, sobre os verdadeiros valores da vida. Até hoje o filme é assistido, mas parece que ainda não aprendemos a lição.

